Wednesday, August 1, 2007

Amestrados


Dizem que o circo chegou a cidade,
lona estendida sobre a grama.
rede entre teto e chão.

no trapézio impulso, as mãos no ar.
ela gira duas vezes,
os braços dele em espera. tambores.

o toque?,
pouco preço pra tão show
a velha rede...
o baque no chão
morre ali amando em espetáculo.

O circo se foi dali.
a filha tatuou no ventre Nossa Senhora,
benção pra filha irmã,
futura bilheteira.

Thursday, July 19, 2007

No espelho sempre entristeço.
Serei apenas o outro do outro,
envelhecendo...

Wednesday, July 18, 2007

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please?

Paralelos

Lotação, 19 horas, sentido a faculdade
De um lado, Mercedez de reluzente carapaça azul e nome kompressor.
do outro, fileira de casas de madeira marginando a rua.
abre o sinal
Komprimindo o asfalto a roda gira o mundo, umbigo de seu dono.
Nós três, casados...
numa triste alegoria.

Tuesday, July 10, 2007

marquise interminável esse azul.

enorme Brasília arquitetada
sem sentido nenhum.

Wednesday, June 13, 2007

História do cerco de Bragança

Sua voz times new roman, bold, tamanho 12, cor marrom;
minha voz arial, tamanho 10, preta.

E o desejo:
permanecer assim,
verbal, binária
diante de seus olhos úmidos.

Tuesday, June 5, 2007

Fagulha

Nada além da imediata vontade de criar um texto, nada além. Quero falar da fagulha, num texto que nunca se acabe ou caiba, por ser ele todo impulso.
Eu quero falar do imediato, nele vivo. Nas sensações de epifania ou no prazer de um espirro, que mais passa do que fica; numa escrita quase automática plagiando Clarisse, o que aqui se lê é nada além do que se diz, apenas...